Você já parou pra pensar…?

Você já parou pra pensar que muito daquilo que nos afeta emocionalmente, quiçá tudo, nos afeta porque, de certa forma, deixamos que isso aconteça? Ou ainda, porque o impacto de algo, seja um gesto, um discurso, uma paisagem, depende (quase que) exclusivamente de como olhamos para eles? Essa parece ser a razão porque algo afeta tanto uns e tão pouco outros…

Esses dias ouvia o rádio quando tocou uma música que me atingiu de forma inesperada. Não sabia o título ou quem cantava, ainda que a voz me soasse estranhamente familiar, mas decorei parte da letra (que não era longa) e iniciei a procura (obrigado aos santos motores de busca…).

Encontrei várias versões da música, inclusive a original, até que finalmente esbarrei na que eu tinha ouvido.

A música é Do You Realize??, dos The Flaming Lips. Mas a versão que eu mais curti é a da Sharon Van Etten, uma cantora que eu só descobri recentemente e que gostei imediatamente.

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Vale a pena dizer que segundo os compositores, a letra não surgiu de uma “epifania”, e que eles não esperavam que fosse o sucesso que foi.

A música saiu no álbum Yoshimi Battles the Pink Robots, em 2002. As capas do Single (acima) e do disco (abaixo) também são fantásticas.

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Ainda assim, pra mim, ela tem um significado/efeito muito poderoso.
Será que você sente o mesmo que eu? Será que ela te faz pensar em tudo que é óbvio e não vemos, de tudo que sabemos mas não queremos pensar sobre?

Do You Realize??
(The Flaming Lips)

Do You Realize – that you have the most beautiful face
Do You Realize – we’re floating in space –
Do You Realize – that happiness makes you cry
Do You Realize – that everyone you know someday will die

And instead of saying all of your goodbyes – let them know
You realize that life goes fast
It’s hard to make the good things last
You realize the sun doesn’t go down
It’s just an illusion caused by the world spinning round

Do You Realize – Oh – Oh – Oh
Do You Realize – that everyone you know
Someday will die –

And instead of saying all of your goodbyes – let them know
You realize that life goes fast
It’s hard to make the good things last
You realize the sun doesn’t go down
It’s just an illusion caused by the world spinning round

Do You Realize – that you have the most beautiful face
Do You Realize

A versão seguinte é cantada pelo London Humanist Choir, e eu gostei muitíssimo do vídeo que eles fizeram. Gosto daquele “monte de gente” cantando, felizes com o que estão fazendo.

Por fim, fica aqui uma versão dos The Flaming Lips. Também é bacana, apesar de eu preferir a da Sharon, que é mais melancólica.
Mas o vídeo é engraçado. Gosto principalmente do sapo… rs

Abraços!

16 comentários em “Você já parou pra pensar…?

  1. Achei as duas versões bacanas, cada um a seu jeito. A primeira cantora tem a voz muito bonita. Essa letra é pura poesia, ainda mais se compararmos com as letras da maioria das músicas atuais. Dá a entender que você deve aproveitar a vida, ao invés de ficar reclamando por aí, perdendo tempo com coisas que não valem a pena. Boa dica musical. 🤙

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    1. Obrigado Alan. Música é uma questão de gosto pessoal e contexto, mas quando encontramos algo que realmente gostamos, vale a pena compartilhar. Aliás, deveríamos nos concentrar em compartilhar os bons exemplos, as boas coisas. Denunciar, até reclamar é preciso, principalmente em tempos sombrios, mas nunca podemos nos esquecer do que é bom e faz bem à alma. Abraços!

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  2. Oi Jauch, adorei a música, assim como você, eu prefiro a versão da cantora Sharon Van Etten. Também acho que tudo que nos afeta (tanto de bom, quanto de ruim), somos nós que permitimos. Nós somos nossos próprios filtros, apesar de ser difícil reconhecer isso, pois a partir do momento que reconhecemos não é mais possível jogar a culpa (das nossas tristezas, desilusões, decepções…) nos outros. Beijão.

    P.S: também gosto do sapinho, mas não gosto do elefante porque ele parece triste.

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  3. Vire e mexe sou atingida por músicas por ai e saio a procurar letras também. Acho legal como a mesma música pode passar a fazer sentido em determinado momento ainda que em outro tenha passado em branco. Saber que uma música não foi feita para o sucesso, me parece bom, não me sinto manipulada nem previsível, parece mais sincero. Um trecho em especial me chamou atenção: “You realize the sun doesn’t go down
    It’s just an illusion caused by the world spinning round”

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    1. Eu também. No carro e as vezes em casa estou sempre com o rádio ligado e tenho sempre um bloco de papel e caneta para escrever letras para procurar depois. Dependendo da música, chego mesmo a parar o carro… rs
      E sim, música arte toca mais meu coração do que a comercial… Mas as vezes… rs
      Essa parte é muito fixe 😉

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  4. Por vezes, as letras ficam em plano secundários seja pela qualidade seja pela melodia/ritmo que nos pega de jeito. Para mim, foi no fim dos anos 60 e depois os 70 e 80 que me fizeram um devorador de letras dos nossos compositores. Hoje, repasso a obra do Belchior e mais uma vez a certeza do quanto é fascinante sua poética. Gosto muito do Flaming, da Sharon e de grupos corais. A letra nos coloca em tempo real e ao mesmo tempo reflexivo, o que valoriza o todo. Agora, meu momento em escutar está mais para música instrumental, excluindo os posts do blog. Enfim, creio que somos a causa e o resultado dos três tempos(passado/presente/futuro). Abraço, Jauch.

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    1. Confesso que sou muito mais melodia que letra. Sempre fui e acho que sempre serei. Mas por vezes uma letra salta aos olhos, como essa. Conheço pouco de Belchior, o que é uma vergonha que preciso remediar. Tenho um CD em casa, de música instrumental de um músico Português que gosto muito. Depois faço um post sobre ele (e outros). Obrigado pela visita. Abraços!

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  5. Gostei muito da música, Jauch. Quantas versões! A letra é um alerta importante, um “carpe diem”. Também acho que a maior parte das coisas que nos acontece é fruto das nossas ações e às vezes não é bom ficar remoendo o que fizemos no passado, pois isso não nos impulsiona pra frente. Adoro corais, essa sintonia entre os membros me traz alegria porque tem um sentimento de cumplicidade envolvido no trabalho deles.

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    1. Olá Renata! 🙂
      Sim… Mas quantas vezes não ficamos presos ao passado ou ao futuro, não é? Eu também gosto muito de coros. Acho que grupos de pessoas que se reunem para fazer algo nobre são fascinantes 🙂

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      1. Também acho. Adoraria participar de qualquer grupo. Ficamos presos sim, eu então, sou a primeira da fila. Mas o resto da vida não pode deixar de andar e aos poucos rompemos as barreiras com muita reflexão dentro (e fora) da terapia. haha

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