Lápide
(com tema de Virgílio, o Latino, e de Lino Pedra-Azul, o Sertanejo)

Quando eu morrer, não soltem meu Cavalo
nas pedras do meu Pasto incendiado:
fustiguem-lhe seu Dorso alardeado,
com a Espora de ouro, até matá-lo.

Um dos meus filhos deve cavalgá-lo
numa Sela de couro esverdeado,
que arraste pelo Chão pedroso e pardo
chapas de Cobre, sinos e badalos.

Assim, com o Raio e o cobre percutido,
tropel de cascos, sangue do Castanho,
talvez se finja o som de Ouro fundido

que, em vão – Sangue insensato e vagabundo —
tentei forjar, no meu Cantar estranho,
à tez da minha Fera e ao Sol do Mundo!

Ariano Suassuna

Lembrei-me, por obra e graça do nosso colega do blog ChronosFeR, de algumas fotografias que tirei em 2014, em um evento realizado em Porto Salvo, concelho de Oeiras, Portugal. Foi a festa do cavalo. Entre outros tantos eventos, uma competição de charretes, com “obstáculos”, contra o relógio.

Foi um dia feliz, quente e soalheiro.

Deixo aqui, para vocês, um pequeno registro do mesmo e, desde já, peço desculpas pela qualidade das imagens, mas o gajo atrás da câmera (muá), mal sabe onde fica o botão para disparar, ou capturar (se for mais do vosso agrado)…

Que a poesia do saudoso Suassuna possa remediar o que não tem mais remédio…

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Espero que tenham gostado.
Abraços!

P.S. Fernando, o meu registro vem sem trilha sonora…