Não é que com ele não possa
Mas como? Ele foge, escorre, desatina
Feito areia tão, tão, tão fina
Em peneira de malha muito grossa

Não é que contigo não queira
Mas não há como saber o que se passa
Na cabeça dessa velha devassa
A alimentar de achas a minha fogueira

Não é que tudo eu entenda
Então diz-me outra vez para não resistir
Nascer, sofrer e morrer foi minha prenda
Mas amanhã ninguém sabe o que há de vir

Jauch


1O vídeo, depois da poesia, é uma ideia “roubada” do Fernando, do blog ChronosFeR. Eu gostei. As vezes vou fazer isso. Deixar uma música que penso combinar, de alguma maneira, com o texto publicado. Não sempre. Só as vezes. Eu acho. Por enquanto… De qualquer modo, como fiz essa poesia ouvindo essa música em modo “repetição” (fiquei quase uma hora ouvindo e escrevendo…), achei que valia a pena compartilhar.

2A poesia foi feita por causa da Maria (pseudónimo), do blog O Que Não Falo. Mais especificamente como resposta ao texto Talvez Eu Perca Todos Os Amores Que Eu Tiver. Maria, que sendo pseudónimo não sei quem está lá, mas seja quem for, homem, mulher, nenhum dos dois. O tempo, a Vida e Todas as Certezas do Mundo é uma resposta para você. Sim, há quem leia o que escreves… 🙂