Céu Rubro à Noite

Decididamente, a primeira… A outra, ah… Certamente sente. Mas a primeira é a primeira. Não se mente. Disso sabe toda gente. E no fim, ficaria sempre mal, porque a primeira, ainda que especial, não é “a tal”. Raras as vezes, a penúltima, nunca a última.

E a última. A última é a última. É a definitiva. É a que fica. Nada há para além da última. Nada importa para além da última. Nada sobra para ninguém, depois da última. A última vai contigo para a cova. Cova rasa ou profunda, a que te acompanha é sempre a última.

Fico aqui, entre a primeira e a última, ao som que sopra as nuvens que passam por mim e dão vida ao céu, sem se importar se é dia ou noite, sem notar as estrelas que esconde, sem contar o tempo que avança e nos consome.

Red Night at Sky
(David Gilmour)


1Este pequeno texto, que me perdoem os poetas, sequer posso chamar de poesia (talvez um texto lírico?) é a minha resposta a este post do ChronosFer.

2Ao ouvir a música (que roubartilhei de lá), senti-me compelido a explicar porque é que a primeira fotografia era especial… Falhei miseravelmente. Claro. Mas fica aqui registrada a minha tentativa.

3O vídeo não é o mesmo que o Fernando usou no post dele, mas é a mesma música.

13 comentários sobre “Céu Rubro à Noite

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