Esta é a segunda vez que eu fala sobre o 1º de Maio, aqui no blog. A primeira você encontra aqui. Recomendo a leitura, para você compreender um pouquinho mais sobre como eu percebo a questão do trabalho no mundo.

E o que mudou de um ano para cá? Pouca coisa. O “posto de trabalho” continua sendo um bem raro e entre aqueles que conseguem um, a maioria morre de medo de perder.

No Brasil? Bom, a coisa tem vindo a piorar MUITO. E as reformas implementadas pela corja no poder vieram apenas precarizar ainda mais o trabalho.

Por precarizar, entenda a perda de direitos e garantias. A balança de poder, que no geral já pendia para o lado do “Patrão”, agora está escancaradamente vantajosa, principalmente depois que o trabalhador passou a ter que arcar com os custos de um processo trabalhista, caso perca.

Quem é o trabalhador que vai arriscar um processo contra uma empresa com um poder econômico muito maior que o dele?

Hoje não é um dia de comemorações. O dia do trabalhador NUNCA é um dia para comemorações. É um dia de reflexão. É um dia para parar e pensar: que raio estou fazendo com a minha vida?

O que estamos vendo é o retorno aos dias em que a exploração do trabalho alheio, de forma vil e desavergonhada, era a norma.

Sinto muito, trabalhador, mas há muita gente que quer voltar a ver senzalas espalhadas pelo mundo todo…