Eu & 5 de Portugal #7

O Passado…

O passado é um sonho que precisa ser sonhado. E cada sonho que sonhamos é diferente, porque o passado é um sonho que não se repete.
Eu sei. Temos medo do passado. É no passado onde estão os nossos fantasmas. Temos medo que eles nos vejam e voltem… E como crianças pequenas fechamos os olhos e nos escondemos debaixo das cobertas. Mas de olhos fechados o futuro não vem.
O passado é um sonho que precisa ser sonhado, porque são nossos sonhos que moldam o futuro. E o Futuro, sem sonhos, não tem razão de ser…

A porta convida. A luz convida. A noite convida. Entra…
Did you bring the carrots, little human?
Brinca como se não houvesse amanhã. Não há…
Miau!
Portugal… Verão. Ontem? Ou teria sido há 20 anos?

Constant Craving

K.d. Lang (interpretada por John Paul White)

Even through the darkest phase
Be it thick or thin
Always someone marches brave
Here beneath my skin

And constant
(Constant)
Craving
(Craving)
Has always
(Always)
Been

Maybe a great magnet pulls
All souls to what’s true
Or maybe it is life itself
That feeds wisdom to its youth

Constant
(Constant)
Craving
(Craving)
Has always
(Always)
Been

Craving
Ah, constant craving
Has always been
Has always been

Constant
(Constant)
Craving
(Craving)
Has always
(Always)
Been
Constant
(Constant)
Craving
(Craving)
Has always
(Always)
Been

Craving
Ah, constant craving
Has always been
Has always been
Has always been
(Has always)
Always been
(Has always)
Always been
Has always been
Has always been
Has always been


1Não. Não sei porque raios é que os burricos falam em Inglês…

2Não. Não sei porque raios é que os gatos falam em Miês…


Eu & Cinco de Portugal #6

Passei Outubro de 2018 em Bragança, no norte de Portugal. Fui a trabalho, mas ao fim do dia e aos fins de semana, sem muito o que fazer, eu acabava saindo bastante para passear e tirar fotografias. E foram mais de 1000 fotografias… hahahahaha

Um dia eu tenho de processar tudo isso. Se eu conseguir me aposentar, e não morrer logo a seguir, quem sabe?

Continuar lendo “Eu & Cinco de Portugal #6”

Um Beija-Flor chamado Mariposa

(Ou as aventuras de um pai, uma mãe, e um filho…)

Foi o pequenucho quem viu primeiro.

— Olha! Um Beijia-Flor!

E lá fomos nós à caça do bichinho.

Voava de lá para cá numa dança frenética, indo de flor em flor como quem não sabe qual beijar primeiro. Batia as asas tão rápido que mal se apercebia sua cor: um laranja meio acastanhado.

— Como é que sabes que é um Beija-flor, filho? Já viste algum?

A pergunta, feita pela mãe bióloga, tinha razão de ser. Não há colibris (beija-flor) em Portugal. Pelo menos não “naturais” de Portugal, que sempre alguém pode ter trazido um e deixado escapar por aqui…

— Porque ele tem um bico fininho, assim! — E faz o gesto de bico fininho à frente da boca.

O pai vai à “caça” do pequeno pássara que continua a voar por ali, alheio à presença daqueles humanos, o que por si só já é algo esquisito. Quem conhece um Beija-flor sabe que eles não são de dar trela para as pessoas… É preciso muita água com açúcar para ganhar-lhes a confiança.

Apesar de todo o esforço, o pai não consegue fixar-lhe o olhar. Entretanto, realmente parece um beija-flor. Muito pequenucho, talvez do tamanho de um besouro qualquer, mas bastante menor que um pardal. Por fim, sentencia:

— Bom, parece mesmo um Beija-flor, mas nunca vi um tão pequenino, nem com essas cores…

— Quando chegarmos em casa procuramos no livro das Aves de Portugal para ver se há alguma coisa… Pode ter havido alguma mudança, não sei… — A verve de bióloga não deixava a mãe completamente à vontade com a ideia de colibris em Portugal, mas ainda estava radiante por ter visto um.

Os três, pai, mãe e filho, vão embora todos felizes por terem visto um colibri, mas ainda com a pulga atrás da orelha…

Já de noite, em casa, o pai vai à cata de encontrar que raio de Beija-flor era aquele. E a internet não o deixa sem resposta. Calha que não era uma ave, mas uma mariposa, chamada mesmo de Mariposa-Colibri, pelas semelhanças não apenas físicas, mas também na forma como bate as asas e voa…

E lá vão os três a soltar um grande ‘Ah’…

E a alegria de ter visto um colibri foi substituída pelo espanto de descobrir (e ter visto) uma mariposa que se fazia passar por um…


1Podem ver mais aqui sobre estas mariposas (em espanhol). A fotografia que enfeita este post foi retirada dessa página, e mostra com bastante detalhe o que vimos.

2Baseado em fatos reais

Eu & 5 de Portugal #5

Pois é… Pela primeira vez na vida, o Eu & 5 de Portugal vai ser feito logo depois de um outro Eu & 5 de Portugal…

Dizem que a vida é feita de primeiras vezes, não é? Não dizem que há sempre uma primeira vez para tudo? Pois que seja. Continuar lendo “Eu & 5 de Portugal #5”

Eu & 5 de Portugal #4

ouves? é a chuva
com seu pranto insistente
mas não me comove
tenho os olhos fechados
e em meu rosto 
meu melhor sorriso
gosto de vê-la sofrer
justo eu, tão justo
debaixo das mantas
calado e quentinho
fico a ouvi-la chorar
com suas lágrimas
batendo em minha janela
pedindo pra entrar

A chuva veio. E ficou. Que bom. Continuar lendo “Eu & 5 de Portugal #4”

Eu & 5 de Portugal #3

Já fazia algum tempo que eu não colocava nada “visual”, aqui no blog, sobre o meu Portugal. Meu, porque já é meu. Agora é tarde. Adotei e fui adotado. Não há volta a dar.

Mas pronto, quando chega a hora, chega a hora, e hoje esse post impunha-se.

O pequenucho viu o belíssimo dia que fazia lá fora e quis ir ao “Parque dos Vermelhos”, que é o nome que ele deu ao Parque Urbano do Jamor, que está integrado no Complexo Desportivo do Jamor, em Cruz Quebrada (Oeiras). Quando ele pediu, a primeira vez, para ir ao “Parque dos Vermelhos”, tinha ele não sei, talvez uns 3 anos, foi um parto pra descobrir qual era o parque. Tivemos que pegar o carro e dar umas voltas por alguns parques que ele já tinha visitado até ele apontar o correto… Continuar lendo “Eu & 5 de Portugal #3”

A Abelhuda…

Eduardo abriu a porta mas parou o movimento repentinamente, fazendo a porta vibrar como se tivesse ido de encontro a uma parede. O pequeno estava no sofá da sala, inundada por uma luz matinal que prenunciava o calor que a qualquer momento deveria chegar.

— Filho, vou comprar pão. Quer alguma coisa especial?
— Não. Hoje eu quero papa.
— Ok.

O corredor ainda estava fresco. Bocejou. Olhou para a escada, apenas um andar, mas o joelho andava a incomodar e ele já sabia que a descida não seria agradável. Dito e feito, suas capacidades premonitórias não falharam e antes mesmo de chegar à porta do edifício já tinha amaldiçoado gerações inteiras de engenheiros que não gostam de elevadores. Continuar lendo “A Abelhuda…”

Zambujeira do Mar & Cabo Sardão

Em Dezembro de 2016, passamos uns dias na Herdade do Touril, na Zambujera do Mar, Alentejo. Mais precisamente, na Costa Vicentina.

Ao contrário do Brasil, nessa época do ano está inverno em Portugal, que é frio (pois…) e chuvoso (oh sim…). Claro está, pegamos chuva. Mas valeu muito a pena, porque é uma zona muito bonita, na maior parte do tempo fez sol (mas do frio não escapamos) e é sempre bom pegar a estrada e sair da rotina. Além disso, por ser absolutamente fora da temporada, basicamente não havia turistas (algo que eu adoro). Na volta, passamos pelo Cabo Sardão para visitar. Há o farol e a vista é espetacular. Além disso, a sala comum da herdade (que é magnífica), tinha lareira… ho ho!

A Zambujeira do Mar é conhecida também pelo facto de ser o local de eleição para a realização de um dos grandes festivais de verão, o MEO Sudoeste, com muitos concertos com atrações nacionais e internacionais. Estes festivais atraem pessoas de várias partes da Europa. Para quem curte é excelente pedida.

Mas o que eu gosto mesmo é visitar os lugares, conhecer os costumes, a arquitetura, os bichos, provar a gastronomia local (quando possível) e claro, descansar. O que nem sempre é fácil com um pimpolho pequeno para tomar conta. 😉

Ainda há tanto por conhecer em Portugal… Aos poucos… Aos poucos…

Deixo aqui um pequeníssimo registo fotográfico de nossa estada na Costa Vicentina.

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Herdade do Touril

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Herdade do Touril (quarto onde ficamos)

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Vizinhos I (sim, as bolinhas pretas são aquilo mesmo…)

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Vizinhos II

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Vizinhos III

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Pôr-do-sol na herdade do Touril (sim, aquilo é o mar…)

 

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Lá vem a chuva!!! Ou será vinho…? Ô.ó

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Zambujeira do Mar (não, não é a praia…)

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Zambujeira do Mar (sim, é a praia…)

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Zambujeira do Mar, vista da cidade

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Herdade do Touril. Telhado. Noite. Sujeira na lente, provavelmente.

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Cabo Sardão

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Cabo Sardão (sim, é o chão)

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Todos os caminhos levam ao Farol

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O Farol

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Sim, era Dezembro…

Espero que tenham gostado das fotografias e que se tiverem oportunidade de vir à Portugal, quem sabe não ficam com vontade de passar por lá para visitar?

Abraços!

E lá se foram as férias…

Sim. As férias acabaram. Pior, já faz algum tempo. Pior ainda, foram curtas (por que é que as férias não duram 6 meses?). Depois veio o trabalho, muito trabalho. Mas finalmente tudo começa a voltar ao normal. Pelo menos um “normal” com o qual eu consigo lidar com mais tranquilidade, que me deixa mais tempo para outras atividades que me dão gosto. E com isso, cá consegui voltar, finalmente.

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Fiiish… Fiiish… FishFishFishFiiiish…

Domingo. Sol. Calor. Nenhuma vontade de sair de casa. E lá fomos nós para o outro lado da cidade, atrás do que? Peixes, claro! E não só! Mas sim. Sobretudo, peixes.

E pela primeira vez, nosso pequenucho efectivamente admirou os peixes! Da última vez ele só se tinha interessado pelas luzes… 😛

Deixo aqui um pequeno registo fotográfico e desde já peço desculpas. A pouca iluminação não facilita o trabalho. Tão pouco ficam os bichos quietos… Arre! Ainda assim, gosto do resultado. Alta definição? Isso é para os fracos. (hunf!) Portanto, permito-me uma certa liberdade poética aqui… Que a textura do registo saiba a macio… Mas se for preciso, mintam! 😉 hehe

E se por acaso se perderem, não vos preocupeis! A barracuda sabe o caminho. Pelo menos para o elevador. Siga aquele peixe!

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