Cenas Bucólicas

Pois… Eu curto cenas bucólicas… Então resolvi pintar uma. Essa aqui é a segunda tentativa (a primeira foi sequestrada pelo meu pequenucho…).

Essa pintura foi feita em aquarela, e eu me baseei numa pintura feita à óleo, pelo meu pai, que trouxe comigo do Brasil, quando vim para Portugal.

Fica aqui entao o pequeno registo fotográfico do processo, desde o esboço até o resultado final.

Ainda tenho muito que melhorar, mas não encontrei uma “rotina” para poder estudar e praticar. Estou tentando.

Quando tiver novas pinturas, eu coloco aqui.

Desafio trinta dias (em um)

Através do blog Verba Volant e do blog Renata Minds Writing (que está de mudança para outro endereço), tomei conhecimento de um “desafio” chamado 30 Day Blog Chalenge.

Na realidade, existem vários desafios desse tipo, alguns muito parecidos, outros nem por isso. O objetivo principal é ajudar o pessoal que está começando a “blogar” a encontrar um certo rítmo, ao mesmo tempo oferecendo o mote para uma publicação diária e, claro está, ajudar a divulgar o blog ou a página que iniciou o desafio.

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Manuela Não Acreditava no Amor

Manuela não acreditava no amor. Também não acreditava em gnomos, carros ou dentistas. A verdade é que simplesmente não acreditava. Fosse no que fosse. Aliás, Manuela não tinha nome. Não de nascença, pelo menos. O “Manuela” surgiu já muito tarde em sua curta vida. Somando-se o facto de não acreditar no amor, pode muito bem ter sido culpa do nome que lhe fora impingido, à revelia, a verdadeira causa do seu trágico fim. Quem poderá afirmar com toda a certeza?

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1 + 1 = 1

Sou um
Grito, esperneio, choro
Nada sei
E também sou outro
Que nunca se mostra
Onde estás?
Eu agarro o lápis
Mas nada escrevo
Preciso dele
É ele o guia
E quando se cala,
O branco faz-se eterno.
Se sonhasse, diria que dorme
Mas se penso, quem pensa é ele
Assusto-me! Tenho uma ideia
Uma ideia dele
E escrevo feito louco
Porque o outro não se cala
Não sei de onde vêm as ideias
Ele não me diz
Mas quando começa, já não para.
Grito, esperneio, choro
Meus dedos tropeçam
Escrever é rastejar na lama
A imaginação? Tem asas
Pare!
Não sou eu quem agarra o lápis?
Mas ele não obedece
Apenas sente
Respira.
Sonha.

Jauch


*Um pequeno poema sobre a arte da escrita, feito muitos anos atrás e publicado anteriormente no Orkut e nos meus antigos blogs, o Escrevivendo e o Lápis 2B.

As Batalhas do Castelo

Fechou o livro, apagou a luz e deitou-se de costas. Cruzou os braços atrás da cabeça e fitou o teto do seu quarto, agora iluminado apenas pela tímida claridade que emanava da rua através da janela aberta. Era áspero, ondulado, feito de finas ripas irregulares pintadas de bege, mais tinta que madeira graças aos cupins que, quando se concentrava, conseguia ouvir mastigar noite dentro.

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