100, Livros & Mais…

Este é o centésimo post deste blog que eu amo.

Não é nada de especial, veja bem.
Mas pronto, é o de número cem.

Daí que eu resolvi deixar ele para o primeiro dia do ano.

Só porque sim.
Fim.


Como já é de praxe (para muitos outros, ouvi dizer), resolvi, para este ano, definir algumas metas. Cá vão elas!

  • Um post por semana aqui no blog (menos quando falhar)
  • Sair mais e fotografar mais (mas fotografar menos)
  • Fazer um curso de desenho e praticar mais a minha pintura com Aquarela
  • Ler um livro por semana (vixi…)

E pronto. Acho que já está de bom tamanho.


Para garantir que eu tenho alguma chance, por menor que seja, de ler um livro por semana, decidi fazer uma lista, por ordem, dos livros que irei ler (com possíveis alterações pelo meio do caminho, já vou avisando…). Provavelmente pelo menos um post por mês será sobre as minhas leituras efetuadas nesse mesmo mês.

Se você está curioso sobre a lista, não se preocupe. Ela está logo a seguir. Aproveite a banda sonora que eu escolhi para acompanhar a leitura da lista. Tudo fica melhor com música. E como não sei quanto tempo você vai levar para chegar ao final, eu escolhi uma banda sonora com 3 horas de duração, para você poder saborear com calma e tranquilidade cada título!

  1. Uma casa na escuridão (José Luís Peixoto).
  2. Os despossuídos (Ursula K. Le Guin)
  3. Por quem os sinos dobram (Ernest Hemingwai)
  4. O Homem Invisível (H. G. Wells)
  5. Pedagogia do oprimido (Paulo Freire)
  6. Como desaparecer completamente (André de Leones)
  7. Hoje está um dia morto (André de Leones)
  8. Os despojos do dia (Kazuo Ishiguro)
  9. As cidades invisíveis (Ítalo Calvino)
  10. Roadside picnic (Arkadis e Bóris Strugatski)
  11. Do androids dream of electric sheep? (Philip K. Dick)
  12. The illustrated man (Ray Bradbury)
  13. Fahrenheit 451 (Ray Bradbury)
  14. Rei rato (China Miéville)
  15. A ilha (Aldus Huxley)
  16. A guardiã da memória (Gerson Lodi-Ribeiro)
  17. A última expedição (Olívia Maia)
  18. Por vós lhe mandarei embaixadores (Jorge Candeias)
  19. The demolished man (Alfred Bester)
  20. Martian time-slip (Philip K. Dick)
  21. A obra ao negro (Marguerite Yourcenar)
  22. O leitor do comboio (Jean-Paul Didierlaurent)
  23. O Vento norte (Cláudio Villa)
  24. Something wicked this way comes (Ray Bradbury)
  25. Campo Total (Carlos Orsi)
  26. História Universal da Infâmia (Jorge Luís Borges)
  27. Reino do Amanhã (J. G. Ballard)
  28. Terrarium (João Barreiros e Luís Filipe Silva)
  29. Neuromancer (William Gibson)
  30. Guia prático para cuidar de demônios (Christopher Moore)
  31. Uma breve história da economia (Niall Kishtainy)
  32. Contos completos e outros textos (Marcel Proust)
  33. Contos de Ambrose Bierce (Ambrose Bierce)
  34. Os Transparentes (Ondjaki)
  35. Platero e eu (Juan Jamón Jimenez)
  36. Estação onze (Emily St. John Mandel)
  37. O encontro (Fritz Leiber)
  38. Matadouro cinco (Kurt Vonnegut)
  39. Vermilion sands (J. G. Ballard)
  40. The time machine (H. G. Wells)
  41. O que se vê da última fila (Neil Gaiman)
  42. The big book of science fiction (Jeff VanderMeer e Ann VanderMeer)
  43. Monalisa overdrive (William Gibson)
  44. Zoe’s Tale (John Scalzi)
  45. The books of EarthSea (Ursula K. Le Guin)
  46. Minha Besta (Christopher Moore)

Agora você deve estar se perguntando: Mas essa besta não sabe contar? Um ano tem 52 semanas, não 46!

Sim, é verdade. Mas eu tenho mais alguns livros na calha, que vou ler ao mesmo tempo que os outros (sim, eu consigo), que são digitais (os da lista acima são todos livros físicos). Além disso, o Big Book Of Science Fiction e o The Books of EarthSea tem cada um umas 1000 páginas…

Com exceção do livro do Borges, eu já tenho todos os outros livros da lista…

E para o primeiro dia do ano, e para o post de número 100, é isso aí!
Um grande abraço!

O Velho e o Mar – Hemingway e Eu

Uma das minhas histórias preferidas é O Velho e o Mar, de Ernest Hemingway. Uma história relativamente curta, que trata de, bom, basicamente? Um velho que sai pra pescar… E mais não digo. Mas recomendo. Não é a tôa que ele é um dos grandes nomes da literatura mundial.

Recentemente adquirimos uma adaptação em banda desenhada, de Thierry Murat, que é um espetáculo (veja aqui). Continuar lendo “O Velho e o Mar – Hemingway e Eu”

Não tenhas dó

Não tenhas dó

já tenho a roupa desfeita
minhas entranhas estão amareladas
dentro de mim tudo sabe a dor

as vezes de raiva, as vezes de prazer
quase sempre é torpor

mas fui tua companheira na solidão
por vezes teu único regalo
enviada ao exílio já nada importa

não te sinto, não me mintas
estou morta

se sonhei sonhos de outros tempos
se vivi vidas de outras almas

foi só porque sim

fiz o que fiz e disse o que disse
o arrependimento não é para mim

Jauch


1Essa poesia custou a sair…

2É sério…

A noite do mundo

A consciência chegou como quem não quer nada e, num rompante, deixa escapulir um beijo suave e sereno. Os olhos, pesados, piscaram. Nada. Não havia diferença entre o vazio do sonho e a escuridão da realidade. Ou seria o inverso? Decidiu. Estava escuro. Mexeu-se e a dor lancinou-o. Uma dor que parecia estar ali desde sempre. Sentia-se velho e o corpo parecia querer garantir-lhe que estava certo.

Segundos, minutos, horas. No escuro o tempo não existe. Deu-se conta do cheiro a mofo que pairava no ar, tão forte que pareceu-lhe ser possível tocá-lo. Uma urgente necessidade de sair dali abateu-se sobre ele. Pânico. Fechou os olhos e concentrou-se na sua respiração, até acalmar. Sentou-se com dificuldade. Tateou em redor e encontrou uma vela e fósforos. Riscou um e fez luz.

Continuar lendo “A noite do mundo”

Dia Mundial do Livro

O dia mundial do livro foi oficialmente definido pela UNESCO como sendo o dia 23 de Abril. No discurso deste ano, a diretora geral da UNESCO, Irina Bokova, iniciou com a seguinte afirmação:

O dia Mundial do Livro e do Copyright é uma oportunidade para destacar o poder dos livros para promover a nossa visão de sociedades do conhecimento que são inclusivas, pluralistas, eqüitativas, abertas e participativas para todos os cidadãos.

É curioso notar que a UNESCO comemora não apenas o “Livro”, mas também o “Copyright”. Mas isso fica para uma discussão futura.

Continuar lendo “Dia Mundial do Livro”

As Batalhas do Castelo

Fechou o livro, apagou a luz e deitou-se de costas. Cruzou os braços atrás da cabeça e fitou o teto do seu quarto, agora iluminado apenas pela tímida claridade que emanava da rua através da janela aberta. Era áspero, ondulado, feito de finas ripas irregulares pintadas de bege, mais tinta que madeira graças aos cupins que, quando se concentrava, conseguia ouvir mastigar noite dentro.

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