Fiiish… Fiiish… FishFishFishFiiiish…

Domingo. Sol. Calor. Nenhuma vontade de sair de casa. E lá fomos nós para o outro lado da cidade, atrás do que? Peixes, claro! E não só! Mas sim. Sobretudo, peixes.

E pela primeira vez, nosso pequenucho efectivamente admirou os peixes! Da última vez ele só se tinha interessado pelas luzes… 😛

Deixo aqui um pequeno registo fotográfico e desde já peço desculpas. A pouca iluminação não facilita o trabalho. Tão pouco ficam os bichos quietos… Arre! Ainda assim, gosto do resultado. Alta definição? Isso é para os fracos. (hunf!) Portanto, permito-me uma certa liberdade poética aqui… Que a textura do registo saiba a macio… Mas se for preciso, mintam! 😉 hehe

E se por acaso se perderem, não vos preocupeis! A barracuda sabe o caminho. Pelo menos para o elevador. Siga aquele peixe!

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Filho de peixe, peixinho é

Em 2014 (outra vez), visitamos o Fluviário de Mora. O aquario fica na freguesia de Cabeção, concelho de Mora (Alentejo), a 120 km de Lisboa.

Um Fluviário é um aquário, mas de água doce. Diferente, por exemplo, do Aquário Vasco da Gama, que é um Oceanário (mantém espécies de água salgada). Além do conjuto de aquários, ainda tem espaços envolventes, inclusive para realização de atividades com crianças. De uma a três horas é o tempo necessário para visitar o fluviário, de forma calma e aproveitando bem o espaço.

Para quem quiser visitar, vale a pena planejar visitas a outros pontos da região, para aproveitar bem o dia. A página do concelho de Mora tem uma secção destinada aos pontos turísticos do concelho, entre os quais vou destacar o Museu Interativo do Megalistismo, inaugurado em Setembro de 2016. Quando visitei a região, ele ainda não existia, pelo que numa próxima visita, pretendo lá ir.

Fica aqui, então, para aqueles que gostam de fotografia, um pequeno registro feito naquele ano, por este que as vezes pensa que fotografia é só apontar e disparar… 😉

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Ser ou Não Ser…

O texto que se segue é uma revisão de um texto que publiquei no meu antigo blog (o Lápis 2B), que já era uma revisão de um outro texto feito numa noite de maio de 2014 para um concurso em que cada semana deveríamos escrever um texto, com até 400 palavras. Esta foi a história que enviei para a primeira rodada.

Outros textos que foram feitos para o tal concurso e que já publiquei aqui são Manuela Não Acreditava no Amor e Ah… A Vida…

Este texto, penso eu, pode ser enquadrado dentro da categoria de “realismo fantástico”. Não se engane, entretanto. Há muito mais nele do que pode parecer à primeira vista. Ao menos foi o que eu tentei criar.

Considero esta revisão um dos meus melhores textos curtos, sendo muito melhor do que o original, confesso, que foi feito em um par de horas, com a deadline sobre o pescoço…

Espero que gostem tanto quanto eu 🙂

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Os Cravos aos Olhos de um Tupiniquim

25 de Abril
Esta é a madrugada que eu esperava

O dia inicial inteiro e limpo
Onde emergimos da noite e do silêncio
E livres habitamos a substância do tempo

Sophia de Mello Breyner Andresen, em ‘O Nome das Coisas’

Hoje comemora-se o dia da Revolução dos Cravos1, como ficou conhecida a revolução do 25 de Abril de 1974. Ela derrubou o “Estado Novo” português, que ocupava o poder de forma ditatorial desde 1933.

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Noite Dentro, MOÇAMBIQUE…

Noite-Dentro-Mocambique-e-Outras-Narrativas

Observam-me. Assusto-vos. Há na minha tez algo de febril que vos inquieta. Sorrio. Estremeço. Um homem queimado, pensam.Não levanto os olhos. Sobressalto-me muitas vezes, ao mínimo ruído, ao mínimo gesto. Estou ocupado a lutar contra coisas que não vêem, nem sequer seriam capazes de imaginar. Lamentam-me, e têm razão. Mas nem sempre fui assim. Era um homem, dantes.

Assim começa a primeira de quatro narrativas de Noite Dentro, MOÇAMBIQUE, do francês Laurent Gaudé.

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Manuela Não Acreditava no Amor

Manuela não acreditava no amor. Também não acreditava em gnomos, carros ou dentistas. A verdade é que simplesmente não acreditava. Fosse no que fosse. Aliás, Manuela não tinha nome. Não de nascença, pelo menos. O “Manuela” surgiu já muito tarde em sua curta vida. Somando-se o facto de não acreditar no amor, pode muito bem ter sido culpa do nome que lhe fora impingido, à revelia, a verdadeira causa do seu trágico fim. Quem poderá afirmar com toda a certeza?

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