Fazer xixi e ir dormir…

(Ou as aventuras de um pai, uma mãe, e um filho…)

O despertador tocou, indicando que eram horas do pequenote ir para a cama.
O pai, já sabendo o que lhes esperava, suspirou, bateu com as duas mãos nas pernas e levantou dizendo:

Vamos picurrucho. Está na hora de ir escovar os dentes, fazer um xixi e ir para a caminha.

Após a enrolação inicial, com direito a “não! só mais 5 minutos! só mais 3 minutos! só mais 1 minuto! vá lá!!!!” e quase ter de arrastar o pequeno, pelo chão, para a casa de banho, conseguiram entrar.
Já com a escova com a pasta de dentes posta à mão, ele decide que quer fazer xixi primeiro. A mãe começa a passar-se, mas ele senta na sanita.
E nada de xixi…
A mãe, já perdendo a paciência, começa o sermão.

Vamos picurrucho, despacha-te. Está na hora de ir escovar os dentes. Faz logo esse xixi. Se ficas a enrolar muito, não dá tempo depois de contar a historinha…

Claro que a meio da conversa o pequeno já tinha encontrado alguma coisa no chão para se entreter.
A mãe fecha os olhos, conta até 3 e quase consegue sorrir.

Filho, ouviste o que a mãe disse?

Ele, muito sincero, mas sem levantar os olhos do que lhe chamava a atenção, responde.

— Não ouvi tudo…

O pai, com um pressentimento que a coisa ia correr mal, resolve se adiantar.

Filho, diz lá para o pai o que foi que ouviste…

E ele, sem receio nenhum, responde da forma mais honesta possível.

— blá blá blá blá…


1Baseado em fatos reais

2Agora eu sei que quem teve a ideia para essa propaganda, sem sombra de dúvidas, tinha filhos pequenos…

Tolos, tolos e tolos…

por tolos anos servi
sem saber quem servia
sem pouso ou acolhida
sem estrelas ou mar

por tolos anos vaguei
sem ouvir quem devia
sem pesar minha vida
sem ombro para chorar

por tolos anos morri
sem saber que sorria
sem sentir a partida
sem tempo de amar

Jauch


1As vezes nos cruzamos com os tolos que fomos, mas não queremos ouvi-los, pois tudo que fazem é nos mostrar os tolos que somos e os tolos que seremos…

Depois da Tempestade…

As Férias!

Pois é. Foram algumas semanas muito complicadas, profissionalmente. E quando a tensão e a ansiedade ultrapassam um certo limite, passo a funcionar monotarefa, focado apenas em solucionar aquilo que está causando o estrago…

Entretanto, desde segunda-feira estou de férias, por duas semanas. Neste momento, estou numa quinta em Sintra, descansando, recarregando as pilhas.

Semana que vem, ainda de férias, volto à “rotina”. Ler-vos, escrever-vos… Enfim, socializando. 🙂

Até já!