Eu & 5 de Portugal #5

Pois é… Pela primeira vez na vida, o Eu & 5 de Portugal vai ser feito logo depois de um outro Eu & 5 de Portugal…

Dizem que a vida é feita de primeiras vezes, não é? Não dizem que há sempre uma primeira vez para tudo? Pois que seja. Continuar lendo “Eu & 5 de Portugal #5”

O Palhaço (em cinco atos)

Primeiro Ato
Cheiro de casa

O chevete deslizou lentamente sobre a gravilha, passando ao lado da tenda colorida e parando a poucos metros da caravana. Apenas os faróis do carro deitavam alguma luz em frente. João desligou o motor e a noite sem lua cobrou seu preço. A escuridão apoderou-se de tudo. Sentiu o calor de uma noite de Janeiro em pleno Julho, aquecendo a face e tornando a respiração um exercício de futilidade. Abriu a janela para deixar o ar da noite esfriar um calor que não era real e acalmar uma emoção que não reconhecia. Deixou-se ficar ali algum tempo, a ouvir o próprio coração, até deixar de ouvi-lo. Lá fora,  o nada. Nenhum som vinha da tenda ou da caravana. Nem da mata que circundava o lugar. Nem uma folha a farfalhar ao sabor do vento. Nem um grilo a gritar sua paixão. Estava só. A única indicação de que não havia sido engolido para um limbo sem traço de vida era o cheiro à eucalipto da árvore que vira crescer, ao lado da “casa”. Quarenta anos tinha a árvore. Trinta tinha João. Ficou ali perdido em um sonho morto que rondava seus olhos sem mostrar nada. Sem saber o porquê, abriu a porta do carro e caminhou pela gravilha quebrando o silêncio, em direção à porta branca com grandes bocados sem tinta que foi a sua porta branca com grandes bocados sem tinta desde sempre. Pousou a mão na maçaneta sem se dar conta que o fizera. Abriu a sua porta branca com grandes bocados sem tinta e mergulhou no passado. Continuar lendo “O Palhaço (em cinco atos)”

Fazer xixi e ir dormir…

(Ou as aventuras de um pai, uma mãe, e um filho…)

O despertador tocou, indicando que eram horas do pequenote ir para a cama.
O pai, já sabendo o que lhes esperava, suspirou, bateu com as duas mãos nas pernas e levantou dizendo:

Vamos picurrucho. Está na hora de ir escovar os dentes, fazer um xixi e ir para a caminha.

Após a enrolação inicial, com direito a “não! só mais 5 minutos! só mais 3 minutos! só mais 1 minuto! vá lá!!!!” e quase ter de arrastar o pequeno, pelo chão, para a casa de banho, conseguiram entrar.
Já com a escova com a pasta de dentes posta à mão, ele decide que quer fazer xixi primeiro. A mãe começa a passar-se, mas ele senta na sanita.
E nada de xixi…
A mãe, já perdendo a paciência, começa o sermão. Continuar lendo “Fazer xixi e ir dormir…”

Tolos, tolos e tolos…

por tolos anos servi
sem saber quem servia
sem pouso ou acolhida
sem estrelas ou mar

por tolos anos vaguei
sem ouvir quem devia
sem pesar minha vida
sem ombro para chorar

por tolos anos morri
sem saber que sorria
sem sentir a partida
sem tempo de amar

Jauch


1As vezes nos cruzamos com os tolos que fomos, mas não queremos ouvi-los, pois tudo que fazem é nos mostrar os tolos que somos e os tolos que seremos…

Depois da Tempestade…

As Férias!

Pois é. Foram algumas semanas muito complicadas, profissionalmente. E quando a tensão e a ansiedade ultrapassam um certo limite, passo a funcionar monotarefa, focado apenas em solucionar aquilo que está causando o estrago…

Entretanto, desde segunda-feira estou de férias, por duas semanas. Neste momento, estou numa quinta em Sintra, descansando, recarregando as pilhas.

Semana que vem, ainda de férias, volto à “rotina”. Ler-vos, escrever-vos… Enfim, socializando. 🙂

Até já!