Sonho de uma manhã de verão…

Iniciou o penoso caminho para a  realidade. Sua mente encontrava-se em um estado de torpor, vagueando por um vórtice de vazios, um sedutor mundo feito de um nada profundo e denso. A cada novo despertar tornava-se mais difícil escapar desse lugar.

Acordou de um sono sem sonhos, deixando-se ficar onde estava: um cobertor puído e mal cheiroso, única proteção contra o frio que  transpirava de forma intensa do chão. Manteve os olhos fechados. Hábito. Se fosse possível enxergar em meio ao breu absoluto que permeava o cômodo, alguém menos atento diria se tratar de um cadáver ressuscitado, não de alguém que acabou de acordar.  Apresentava um semblante sereno. Permanecia imóvel. Continuar lendo “Sonho de uma manhã de verão…”

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Natureza Morta I

Natureza Morta é um tipo de composição em que são representados apenas seres “inanimados”, tais como frutas, taças, instrumentos musicais, etc.

A composição aqui representada foi feita, literalmente, à luz de velas. Foi utilizado apenas um lápis B (B refere-se à dureza, sendo ligeiramente mais macio do que o HB, que é o lápis preto comum).

É a minha primeira natureza morta e eu quis um motivo “noturno”, em que os objetos estivessem no escuro, com sombras bastante distintas e abruptas. Ainda não foi dessa vez que eu consegui exatamente o que eu quero, mas eu chego lá.

A ponta do lápis está bastante longa, sendo possível preencher grandes áreas bastante rapidamente. Entretanto, o desenho fica menos “preciso”, porque todas as linhas, para evitar marcar o papel, são feitas com o lápis “deitado”, o que gera traços mais largos.

O Papel é uma folha A5 180g, amarelada, com textura, o que também contribui para uma menor precisão não só nos traços como também no preenchimento.

Para uma segunda tentativa na mesma noite, estou satisfeito com o resultado.

Agora é continuar a praticar e testar outras técnicas.

Abraços!