Fiiish… Fiiish… FishFishFishFiiiish…

Domingo. Sol. Calor. Nenhuma vontade de sair de casa. E lá fomos nós para o outro lado da cidade, atrás do que? Peixes, claro! E não só! Mas sim. Sobretudo, peixes.

E pela primeira vez, nosso pequenucho efectivamente admirou os peixes! Da última vez ele só se tinha interessado pelas luzes… 😛

Deixo aqui um pequeno registo fotográfico e desde já peço desculpas. A pouca iluminação não facilita o trabalho. Tão pouco ficam os bichos quietos… Arre! Ainda assim, gosto do resultado. Alta definição? Isso é para os fracos. (hunf!) Portanto, permito-me uma certa liberdade poética aqui… Que a textura do registo saiba a macio… Mas se for preciso, mintam! 😉 hehe

E se por acaso se perderem, não vos preocupeis! A barracuda sabe o caminho. Pelo menos para o elevador. Siga aquele peixe!

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Abadom & Baphomet – O Baile

Em um canto escuro do inferno, vários demônios, cada um com uma máscara mais espalhafatosa do que a outra, discutiam acaloradamente quem seria o vencedor do campeonato de luta mexicana. Entre goles de cerveja quente, piadas infames, risadas demoníacas e apostas nesse ou naquele lutador, quase não ouviram o telefone tocar. Baphomet atendeu a chamada e enquanto escutava a ladainha, começou a fazer zapping na televisão, com o claro intuito de irritar os outros. Enquanto se protegia da chuva de copos de papel e pipoca que resultara da sua marotice, entrou um dêmonio carregando um engradado de cervejas. Com um sorriso malicioso e todo divertido, Baphomet lança a notícia:

— É pra você, Abadom.

Abadom revira os olhos e solta um grunhido ameaçador. Com um longo suspiro larga o engradado de cervejas no chão e desaparece para atender o chamado, antes de Baphomet conseguir avisá-lo.

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Ah… Geni…

Há letras de música que, antes de serem música, são poesia. Estão carregadas de vida, de caos em harmonia. Dizem tudo o que você precisa ouvir. Está lá. Olhe novamente. Sente.

Uma dessas letras é Geni e o Zepelim, do cantor, compositor e escritor Chico Buarque. Ela surge pela primeira vez no musical Ópera do Malandro, em 1978.  Em 1979 aparece no álbum e em 1986 no filme, ambos com o mesmo nome.

O texto é uma poesia, escrita em versos heptassílabos (na generalidade), metrificados e rimados (da wikipedia). Heptassílabo significa que em cada verso há 7 sílabas se contarmos da primeira sílaba até a sílaba tônica da última palavra. Conseguem imaginar o trabalho que dá desenvolver um texto assim?

Quanto às rimas, elas são irregulares, o que você pode notar ao observar a letra, que se segue.

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Filho de peixe, peixinho é

Em 2014 (outra vez), visitamos o Fluviário de Mora. O aquario fica na freguesia de Cabeção, concelho de Mora (Alentejo), a 120 km de Lisboa.

Um Fluviário é um aquário, mas de água doce. Diferente, por exemplo, do Aquário Vasco da Gama, que é um Oceanário (mantém espécies de água salgada). Além do conjuto de aquários, ainda tem espaços envolventes, inclusive para realização de atividades com crianças. De uma a três horas é o tempo necessário para visitar o fluviário, de forma calma e aproveitando bem o espaço.

Para quem quiser visitar, vale a pena planejar visitas a outros pontos da região, para aproveitar bem o dia. A página do concelho de Mora tem uma secção destinada aos pontos turísticos do concelho, entre os quais vou destacar o Museu Interativo do Megalistismo, inaugurado em Setembro de 2016. Quando visitei a região, ele ainda não existia, pelo que numa próxima visita, pretendo lá ir.

Fica aqui, então, para aqueles que gostam de fotografia, um pequeno registro feito naquele ano, por este que as vezes pensa que fotografia é só apontar e disparar… 😉

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Cavalos e Charretes

Lápide
(com tema de Virgílio, o Latino, e de Lino Pedra-Azul, o Sertanejo)

Quando eu morrer, não soltem meu Cavalo
nas pedras do meu Pasto incendiado:
fustiguem-lhe seu Dorso alardeado,
com a Espora de ouro, até matá-lo.

Um dos meus filhos deve cavalgá-lo
numa Sela de couro esverdeado,
que arraste pelo Chão pedroso e pardo
chapas de Cobre, sinos e badalos.

Assim, com o Raio e o cobre percutido,
tropel de cascos, sangue do Castanho,
talvez se finja o som de Ouro fundido

que, em vão – Sangue insensato e vagabundo —
tentei forjar, no meu Cantar estranho,
à tez da minha Fera e ao Sol do Mundo!

Ariano Suassuna

Lembrei-me, por obra e graça do nosso colega do blog ChronosFeR, de algumas fotografias que tirei em 2014, em um evento realizado em Porto Salvo, concelho de Oeiras, Portugal. Foi a festa do cavalo. Entre outros tantos eventos, uma competição de charretes, com “obstáculos”, contra o relógio.

Foi um dia feliz, quente e soalheiro.

Deixo aqui, para vocês, um pequeno registro do mesmo e, desde já, peço desculpas pela qualidade das imagens, mas o gajo atrás da câmera (muá), mal sabe onde fica o botão para disparar, ou capturar (se for mais do vosso agrado)…

Que a poesia do saudoso Suassuna possa remediar o que não tem mais remédio…

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